Samsung deixa de vender eletrodomésticos e televisores na China

Samsung deixa de vender televisores, eletrodomésticos e monitores no mercado chinês

A gigante sul-coreana Samsung anunciou a suspensão das vendas de vários produtos eletrónicos e eletrodomésticos na China continental, numa decisão relacionada com as mudanças rápidas no mercado local.

Segundo um comunicado divulgado pela empresa na sua plataforma oficial de assistência pós-venda, a medida foi tomada após uma análise estratégica das condições actuais do sector tecnológico e de eletrodomésticos no país asiático.

A decisão afecta diversos produtos da marca, incluindo televisores, monitores, frigoríficos, máquinas de lavar, secadoras, aparelhos de ar condicionado, purificadores de ar, aspiradores, equipamentos de som e projetores.

Apesar da suspensão das vendas destes equipamentos, a Samsung garantiu que continuará a prestar assistência técnica e suporte pós-venda aos clientes que já adquiriram os produtos.

Telemóveis Samsung continuam disponíveis

De acordo com informações presentes no portal oficial da empresa na China, os smartphones da Samsung continuarão a ser comercializados normalmente no mercado chinês.

A empresa entrou oficialmente na China em 1992 e durante vários anos manteve forte presença nos segmentos premium e médio de eletrodomésticos e eletrónica de consumo.

Concorrência chinesa pressionou a Samsung

Nos últimos anos, fabricantes chineses como Hisense, TCL e Xiaomi ganharam grande espaço no mercado, reduzindo significativamente a participação da Samsung no sector.

Dados recentes indicam que a marca possuía apenas 3,62% de participação no segmento de televisores físicos, enquanto frigoríficos e máquinas de lavar apresentavam percentagens inferiores a 1%.

Especialistas do sector afirmam que a forte concorrência local, aliada à crescente preferência dos consumidores jovens por marcas chinesas, contribuiu para a decisão estratégica da empresa sul-coreana.

A Samsung considera que o actual ambiente competitivo exige uma reorganização das suas operações globais, especialmente em mercados onde as empresas locais ganharam maior domínio.

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